Esses são os jogos que eu mais gostei entre os que eu conheci em 2024.
Roda de Samba (Valter Bispo, 2024)
Roda de Samba é um jogo leve fortemente embasado no seu tema. Nele devemos formar uma roda de samba e atrair as sambistas para ela.
No seu turno você irá:
Comprar cartas de instrumentos (todas as abertas de uma cor na mesa ou duas fechadas do baralho);
Poderá baixar cartas da sua mão para roda. Preferencialmente as cartas adjacentes devem ter a mesma cor ou o mesmo número.
Caso a sua roda esteja cumprindo os requisitos de algum sambista na mesa, você poderá chamá-lo. Ele lhe dará pontos no final da partida. Além disso, você terá um poder proporcionado pelo último sambista recrutado.
No final do turno você irá descartar uma carta de instrumento na mesa.
O jogo termina quando alguma roda estiver completa ou todos sambistas forem recrutados. Conta-se, então, a pontuação de cada carta de sambista.
Eu gostei bastante de Roda de Samba. Achei o tema muito interessante e bem explorado. Acho que irá agrada quem se interessar por samba e a sua história. O jogo não será vendido comercialmente. A única forma de obtê-lo é participando do financiamento coletivo:
https://meeplestarter.com.br/rodadesamba
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Gosta de ação e fantasia? Leia Tramas do Tempo.
Também está disponível no Kindle.
“Rio 1710 – um jogo de interpretação” é um livro-jogo de RPG de mesa, produzido pela Prefeitura do Rio, por meio do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). O livro transporta os leitores e jogadores para o início do século XVIII na cidade do Rio de Janeiro, proporcionando uma imersão em um cenário rico em história e cultura.
Baseado em intensas pesquisas e em iconografia histórica, a obra recria aspectos da sociedade, paisagem e cultura carioca da época. Os leitores poderão explorar construções e locais históricos, se aventurar nos primórdios da colonização portuguesa na cidade, interagir com personagens da época e, com liberdade total de imaginação, criar novas aventuras em um Rio de Janeiro de mais de 300 anos atrás.
Não conhecia, fiquei curioso. Ele está disponível GRATUITAMENTE na versão online.
https://irph.prefeitura.rio/livro-1710-um-jogo-de-interpretacao/
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Men-Nefer (Germán P. Millán, 2024)
Estamos no Antigo Egito, há 5 mil anos. Estamos construindo a cidade de Men-Nefer, também conhecida como Memphis. Construiremos pirâmides e esfinges enquanto fazemos comércio pelo Nilo. Achei que o tema foi bem explorado nos componentes, que garantem uma boa presença de mesa, mas tem pouca aderência com as mecânicas. Contudo, por não ser um jogo com foco na temática, não me parece ser um problema.
Trata-se de um euro médio pesado focado na seleção de ações. O jogo possui 3 eras. Em cada uma delas faremos 9 ações. São 3 tipos de ação, cada tipo será feito 3 vezes. As ações envolvem alguns componentes: seus 3 trabalhadores; peças de ação; a esteira de compra de peça; e as trilhas de especialização. Os tipos de ação ação são:
Pegar um trabalhador seu e colocar no lado esquerdo da trilha de especialização. Cada trabalhador está vinculado a uma peça de ação. Neste momento você fará o efeito desta peça, independente da trilha de especialização que o trabalhador for enviado. A peça vai para o fundo da pilha que alimenta a esteira de peças de ação.
Passar um trabalhador do lado esquerdo da trilha de especialização para o lado direito. Isso fará com que você avance na trilha específica, gerando efeitos imediatos e melhorias com um determinado efeito.
Comprar uma peça de ação da esteira e colocar em um lugar vago do seu tabuleiro pessoal. As peças têm custos decrescentes de acordo com o lugar na trilha, mas as mais caras proporcionam efeitos imediatos potencialmente melhores. Neste momento o conteúdo da peça não é acionado.
Os três tipos de ação podem gerar recursos ou interagir com as formas de ganhar pontos de vitória: múmias, pirâmides, esfinges, barcos e templo. É um saladão de ponto. No final de cada era você ganhará pontos de vitória por tudo que fez até então. A presença de outros trabalhadores, seus e de outras pessoas, não impede a colocação de novos trabalhadores, mas vai deixando mais caro quanto mais cheio estiver.
Eu gostei do Men-Nefer. A seleção de ações é bem interessante. A passagem do trabalhador da esquerda para direita na trilha de especialização lembra um pouco a passagem do rio no Bitoku (do mesmo autor), que eu também gosto. Achei meio esquisito você já começar com 3 ações pré-determinadas, não sei se tem alguma variante sobre isso. Não há, contudo, nada de muito inovador. Pelo menos por enquanto eu ainda prefiro o Bitoku e não vejo muito sentido ter os dois. Recomendo calma nessa compra.
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Estamos em Nova York, o ano é 1920. Controlamos famílias de mafiosos disputando o controle da cidade. Teremos que contrabandear bebidas e controlar territórios para sermos o Grande Chefão. O tema não me atrai particularmente, mas nada que me afaste. Achei que ele foi bem implementado.
É um euro médio-pesado. Suas principais mecânicas são alocação de trabalhadores e controle de área, mas também temos construção de motor e gestão de cartas e recursos. O jogo tem três “eras”, que você terá, 4, 3 e 3 trabalhadores. Depois da última era há ainda uma última ação antes da pontuação final. Sim, 11 ações para todo um jogo parecem ser pouco coisa, mas elas se desdobram em outras e múltiplos efeitos são gerados. É bem típico do autor. O objetivo do jogo é ganhar dinheiro. Existem várias formas de fazer isso, os principais são:
- Assaltando navios, o que também lhe dará um pequeno poder assimétrico;
- Vendendo bebidas nos seus estabelecimentos;
- Cumprindo objetivos por meio de contabilidade falsa;
- Controlando territórios no final de cada era.
Nos finais das eras também ocorrem as entradas de gangues rivais em alguns territórios. Alguns deles já começam controlados no início do jogo e os demais serão todos invadidos, só não se sabe em qual das eras isso ocorrerá. No início da era você saberá quais territórios serão invadidos e uma faixa de força que eles terão, mas não o valor exato. Você precisará se fortalecer para resistir. Um jogador desatento pode ser varrido do jogo. Não há eliminação de jogadores, mas o coitado ficará provavelmente perdido.
Eu achei o Speakeasy bom e quero jogá-lo novamente. Tem várias formas de vencer, a profundidade tática é satisfatória e a interação bem interessante. As disputas no controle de área são intensas, não se pode deixar alguém ganhar em uma das três regiões do jogo sem o devido esforço. Eu fiquei incomodado com dois pontos. Gostaria que a construção de motor fosse mais drástica e a aleatoriedade menor. Não entrou para os favoritos do Vital.
A Mosaico já anunciou que irá trazer “on demand”.
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Gostei bastante de Fogo & Sangue. O formato de um suposto livro histórico me cativou bastante, mesmo que ele não seja plenamente fiel ao formato o tempo todo. Já tinha gostado da 1ª temporada da série, achei a 2ª meio lenta e agora os livros me deram ânimo para querer ver o resto. Fico um tanto revoltado do Martin conseguir ter 3 séries no mesmo universo e não terminar nenhuma das histórias. E você, o que está achando de Fogo & Sangue?