O Canal Jogando Juntos fez uma resenha superlegal sobre Dino Escape. Dá uma olhada.
https://ludopedia.com.br/topico/60702/dino-scape-review
O Canal Jogando Juntos fez uma resenha superlegal sobre Dino Escape. Dá uma olhada.
https://ludopedia.com.br/topico/60702/dino-scape-review
Terracotta Army (Przemysław Fornal, Adam Kwapiński, 2022)
Estamos na China da Antiguidade. O Imperador Qin Shi Huang
faleceu e agora estamos encarregados em construir um exército de leais
guerreiros para proteger a sua tumba. Eu gostei da escolha do tema e da forma
que ele é tratado. As miniaturas do exército são muito bonitas e certamente trazem
uma grande presença de mesa.
O jogo é um euro médio pesado, baseado na alocação de
trabalhadores e no controle de área. Existe um mecanismo composto por 3
círculos, cada um deles com 12 ações possíveis (algumas se repetem). No seu
turno, você colocará um trabalhador em uma das 12 seções envolta desse
mecanismo. Assim, você realizará as 3 ações que estão na referida seção. Há a
possibilidade de se pagar 2 moedas para girar um dos círculos alterando todas
as combinações de ações. Essas ações basicamente lhe darão recursos e a
possibilidade de usá-los na construção de estátuas, além de uma leve construção
de motor. Existem dois tipos de estátuas. Na maior parte das vezes serão
construídas estátuas de guerreiros, que pertencem ao jogador que a construiu e
influenciarão no controle de área. Mas existem também as auxiliares (não lembro
exatamente do nome) que alteram algo em uma estátua sua ou produzem novas
oportunidades de geração de pontos. Aliás, existem outras formas de obtenção de
pontos. Cada uma das cinco rodadas possuem um critério de pontuação
estabelecido na preparação. Existem dois inspetores (que são manipuláveis pelas
ações) que geram pontos em determinada linha ou coluna no final de cada rodada.
No final do jogo, cada grupo de estátuas do mesmo tipo adjacentes gera mais uma
possibilidade de pontuação.
Eu gostei de Terracotta Army. A seleção de ações é bem
interessante, assim como a escolha da localização e tipo de estátua. A
pontuação possui muitos fatores e saber a forma de maximizá-la não é nada
elementar. Eu só fiquei com a sensação que a construção de motor poderia ser um
pouco mais sofisticada. De qualquer forma, recomendo que conheçam esse jogo,
ele conjuga bem beleza e profundidade.
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Oranienburger Kanal (Uwe Rosenberg, 2022)
Estamos em Brandemburgo, na Alemanha do século XIX. Precisaremos
construir infraestrutura (estradas, ferrovias e canais) para instalar fábricas
e assim ser o melhor empreendedor da região. Acho o tema um tanto batido, mas
não atrapalha o jogo.
É um euro médio, com seleção de ações e construção de
tabuleiro, exclusivo para dois jogadores. Existem 7 ações possíveis. 3 delas
geram recursos e 4 são para a construção de prédios e/ou infraestrutura. Os
prédios podem ser ativados em dois momentos: quando estiver cercado por vias e
quando a 2ª ponte for colocada nele. Pontes podem ser construídas sobre as
vias, ligando dois prédios. Em cada turno os jogadores escolherem
alternativamente 5 ações diferentes. O jogo termina na rodada em que as pilhas
de prédios acabarem. Os pontos vêm dos prédios e vias construídas, dos recursos
que sobraram e também podem ser ganhos durante a partida. Existe um número
gigantesco de cartas de prédio mas poucas entram em jogo. Isso é interessante
no que diz respeita a rejogabilidade, mas impede uma estratégia de longo prazo.
Eu gostei de Oranienburger Kanal, mesmo não conseguindo
pronunciar o seu nome corretamente. Ele é bem gostoso de jogar, simples e
desafiador. O que me incomodou foi o fato dele receber no máximo 2 jogadores.
Parece-me evidente que não seria difícil ou custoso ampliar para 4 pessoas. O próprio
Uwe já fez isso em Fields of Arle, que chegou a receber uma expansão que introduzia
o 3º jogador. Eu realmente não gosto disso, mas esse jogo pode ser uma boa opção
para casais. Ele será lançado pela Spielworxx, acredito que dificilmente venha
para o Brasil.
Qual a sua opinião sobre jogos exclusivos para 2 pessoas?
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Cyberpunk 2077: Gangs of Night City
(Andrea Chiarvesio, Eric M. Lang, Alexio
Schneeberger, Francesco Rugerfred Sedda,2023)
Em um futuro não muito distante, gangues lutam pelo controle
de Night City. Você precisará lutar no mundo físico e virtual para conquistar a
cidade.
O jogo fica no meio termo entre o temático e o estratégico,
tal como outros jogos de Eric Lang. Suas principais mecânicas são seleção de
ação e controle de área. No seu turno você fará até duas ações, utilizando uma
das 6 peças de ação pessoais. Existem 5 ações básicas e uma coringa. Essas
ações permitem que você ganhe novas peças, movas as suas peças, cumpra
contratos públicos, construa esconderijos, melhore suas cartas de combate ou
avance na trilha virtual. Alternativamente, você poderá não fazer ações para
recuperar as peças de ação, ganhar renda de acordo com a sua presença ou dominância
nos territórios e recrute peças onde houver esconderijo.
O ponto mais fraco na minha opinião é o combate. Cada
jogador começa com as mesmas cartas de combate, mas elas podem ser substituídas
por melhores. Quando um combate ocorre, cada jogador escolhe uma carta e quem
tiver a maior leva (algumas facções têm poderes assimétricos que atuam no combate).
As cartas também têm outros efeitos. Em tese, quão maior o valor da carta, pior
o seu efeito assessório. Contudo, fiquei com a impressão de ter cartas bem
melhores que outras.
O ponto que eu mais gostei foi a história. A que eu joguei possuía
3 arcos. No início do jogo o enredo é apresentado, bem como duas possibilidades
de desfecho do 1º ato. Esses caminhos levam para situações distintas para o
arco seguinte. No arco final os jogadores tinham construído uma certa assimetria
pelo que ocorreu na história. Achei essa dinâmica bem interessante, abre a
possibilidade para infinitas histórias oficiais ou feitas por fãs. Há a
possibilidade de jogar sem história no jogo introdutório. Não recomendo que
tentem desta forma.
No compito geral, creio que esse jogo não é para quem esteja à procura de grandes estratégias. Ele deve funcionar para quem goste de jogos temáticas, especialmente para quem tenha jogado o jogo eletrônico (o que não é o meu caso). Eu me diverti e fiquei com vontade de conhecer as outras histórias.
Corduta 27 AC (Manuel Martinez Aranda, 2021)
Estamos no Império Romano, século I AC, logo após a guerra
civil entre Cesar e Pompeu. Somos famílias influentes da Ibéria, fomos
designados para reconstruir Córdoba. Precisaremos construir prédios, recrutar
trabalhadores e manter o povo sob controle.
É um jogo médio pesado, cuja principal mecânica é a alocação
de trabalhadores. Inicialmente há apenas ações para gerar recursos, mas nós
construiremos prédios nos três bairros da cidade. Ao fazer isso você subirá na
trilha do bairro que você construiu, o que gerará efeitos diversos. Esses
prédios não têm dono, eles proporcionarão uma ação que pode ser ativada por
trabalhadores. É um jogo com muitos poucos pontos. Há 5 objetivos que darão um
ponto para quem o completar primeiro. No final de cada era há uma disputa por
quem supre Roma com a demanda da vez, que dá um ponto, mais um para quem estiver
na frente em cada uma das trilhas.
Até aqui eu achei esse um jogo muito bom, é um queima mufa
interessante, mas ele tem algumas coisas que me incomodaram. O fato dele ter
poucos pontos para o final faz com que seja relativamente previsível se um
jogador disparar na metade do jogo. Acho que para resolver isso, foi colocado
uma mecânica semicooperativa. Temos que manter nossa população feliz. Deixá-la
infeliz é muito ruim para o jogador, mas se o descontentamento se espalhar há
uma revolta e todos perdem. Assim, se você tiver muito atrás pode jogar para
que não haja nenhum vencedor. Acredito que funciona para aquilo que se propõe.
Isso ocorreu na partida que eu joguei e para mim foi bem anticlimático jogar
pela derrocada geral.
Space Station Phoenix (Gabriel J. Cohn, 2022)
Em um future distante a humanidade nos enviou com uma frota para
o espaço profundo. Nossa missão é construir a melhor estação espacial, que
servirá para receber humanos e alienígenas. O problema é a escassez de minérios.
Precisaremos destruir as nossas naves para conseguir os metais que tanto
necessitamos.
Em termos gerais é um euro médio. Contudo, a definição estratégica no início da partida pode ser um tanto pesada, principalmente nas primeiras partidas. Todos os jogadores começam com um núcleo de estação (que é um poder assimétrico), com as mesmas 5 naves básicas e mais 4 que serão escolhidas na preparação. Cada uma das naves proporciona uma ação diferente e possui um custo de ativação. Na sua fez você ativará uma nave ainda não ativada. Você poderá utilizar de outros jogadores, mas precisará pagar uma taxa para ele, além da ativação. Ao invés de acionar uma nave, você poderá “descansar”. Neste caso, você receberá a sua renda e suas naves voltarão a ficar disponíveis.
O principal objetivo do jogo é a construção das partes da
estação. Existem 3 tipos de setor, você poderá construir um de cada. Cada nível
tem 3 níveis. Para cada combinação de nível-tipo haverá um número determinado
de peças assimétricas. Assim, na medida que você vai construindo e povoando a
estação, você irá ganhar poderes únicos, construindo desta forma o seu motor.
Por outro lado, você inevitavelmente terá que depenar as suas naves, o que
diminui as suas possibilidades de ação, ou seja, você também destruirá o seu
motor.
Eu gostei de Space Station Phoenix. Vejo que ele exige estratégia
e tática, sem demandar muito tempo de jogo. A sorte tem algum peso, mas é
limitado. Quando você utiliza a nave de exploração você rola uma certa
quantidade de dados e escolhe alguns deles. A rejogabilidade é impressionante,
o jogo possui 24 poderes assimétricos iniciais e não sei quantas peças
possíveis de cada setor. Só joguei uma vez, mas acredito haver muitas estratégias
válidas. Recomendo conhecerem.
O Romir fez um excelente vídeo sobre as regras do Dino Escape, dá uma
olhada!
Link é um jogo leve de seleção de cartas e construção de
tableau. Ele pode possuir qualquer tema, o protótipo inicial é sobre o
patrimônio arquitetônico brasileiro. Cada carta corresponde a uma construção
feita no Brasil. Ela terá 3 características: quando foi feita, onde foi feita e
que tipo de construção ela é. Além disso, ela traz um critério de pontuação de
final de jogo. Depois de 12 rodadas verifica-se a pontuação de cada carta e
quem tiver mais pontos leva.
Componentes: 64 cartas
Jogadores: 2 a 4
Duração: 15 min
Idade: 10+
Vídeo
Regras
https://drive.google.com/file/d/11CHandVKClKbsgM50fF7B9JzI6s2EOCb/view?usp=sharing
Tabletop Simulator
https://steamcommunity.com/sharedfiles/filedetails/?id=2810807710