quinta-feira, 10 de agosto de 2023
O que tiraram de Terra Mystica para fazer o Terra Nova?
sexta-feira, 4 de agosto de 2023
Expeditions agradará quem gosta de Scythe?
Expeditions (Jamey Stegmaier, 2023)
Estamos continuando a história inciada em Scythe, do mesmo autor. Agora um estranho meteoro caiu na Sibéria e nós iremos controlar expedicionários que partirão em seus mechs nesta empreitada. Eu gosto bastante do cenário steampunk desta saga, em especial as artes.
Trata-se de um euro médio, baseado na seleção de ações e na construção de motor. Existem 3 ações possíveis: mover, jogar e recolher. No 1º turno você poderá realizar as três. Nos demais você normalmente escolherá uma ação para não fazer e realizar as demais. A ação não feita tem que ser diferente da escolhida no turno anterior. Alternativamente, você poderá passar. Com essa opção você recolherá as cartas e os trabalhadores já utilizados e poderá fazer as três ações no turno seguinte. Achei essa mecânica bem simples e interessante, ela provoca decisões interessantes. Os efeitos das ações são:
- Mover: você terá um mech que andará em um mapa hexagonal.
- Jogar: você jogará uma das cartas da sua mão. Isso lhe dará alguns recursos e a possibilidade de utilizar um trabalhador para efeitos variados.
- Recolher: Você ativará o hexágono no qual o seu mech está. Isso poderá lhe dar recursos, cartas e trabalhadores além de ativar efeitos específicos.
Existem 7 objetivos envolvendo normalmente a feitura de uma “tarefa” várias vezes. Quando alguém completar 4 desses objetivos aciona-se o fim do jogo.
Eu achei Expeditions interessante. O ponto que eu mais não gostei foi a pouca interação entre os jogadores (problema que eu também identifico no Scythe). Também fiquei incomodado com a alta aleatoriedade na disponibilidade de cartas. Apesar de ser um pouco mais leve que o Scythe, acredito que Expeditions deve agradar os apreciadores da franquia.
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quarta-feira, 21 de junho de 2023
Vital se superou em Inventions?
Inventions: Evolution of Ideas (Vital Lacerda, 2024)
Viajaremos pela história da humanidade, mais especificamente a evolução do conhecimento e da ciência. Achei o tema interessante e acho que ele serve bem de pano de fundo para um jogo fundamentalmente abstrato.
É um eurão médio pesado baseado na seleção de ações.Não conseguirei passar por todas as regras, segue um resumo. O jogo tem 13 rodadas em cada uma delas os jogadores escolherão uma entre 10 ações possíveis. Há um sistema bem original de seleção de ações que impõe algumas restrições e interações ao processo. Ele é simples de entender mas bem sofisticado para dominar, gostei muito. As ações assustam no início. Cada uma delas possui uma sequência de efeitos. Entre esses efeitos há a possibilidade de ocorrer reações em cadeia que lhe darão a possibilidade de fazer outras ações. Além disso, ao fazer uma ação você abrirá novas oportunidades que poderão ser aproveitadas por outros jogadores. A construção de motor é bem presente. Existem 21 tecnologias (não sei se esse é o nome) fora as peças de pontuação de final de jogo.
Eu adorei Inventions. Preciso jogar mais, mas talvez se torne o meu jogo preferido do Lacerda. Claro que não é para todo mundo, principalmente pela quantidade de informações de possibilidades. Para quem é do nicho eu recomendo fortemente que conheça.
O jogo só sai em 2024, mas já está disponível no tabletopia.com. Ainda não foi anunciado, mas imagino que a Mosaico traga.
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quarta-feira, 14 de junho de 2023
The Witcher (sem Henry Cavill)
The Witcher: Old World (Łukasz Woźniak, 2023)
Estamos (evidentemente) no mundo
de Witcher, mas muitos anos antes a história de Geralt de Rivia. Somos bruxos
caçadores de monstros. Precisaremos viajar pelo continente para aprimorar as
nossas habilidades, matar monstros e, eventualmente, duelar com os nossos
adversários. Achei o tema bem implementado, acredito que agradará os fãs da
franquia.
Trata-se de um jogo temático com
foco na construção de baralho. Vence quem chegar primeiro aos 4 pontos. Estes
podem ser conseguidos ao ser o 1º a alcançar o nível máximo de cada um dos
quatro atributos, matando monstros e duelando contra outros jogadores (apenas 1
ponto por jogador vencido). Seu turno consistirá de 3 etapas. Na 1ª deve-se
utilizar as cartas para a movimentação no tabuleiro. Cada cidade que se passa
aciona um efeito que pode ser melhorar atributos, ganhar dinheiro entre outros.
Ao terminar a movimentação deve-se escolher uma ação principal entre 3
alternativas: lutar, abrir uma carta de evento ou meditar. A meditação lhe dará
um ponto, mas só pode ocorrer quando você chega 1º no todo de um atributo. A
carta lhe descreverá um evento e lhe dará duas opções. O resultado não é
conhecido, mas pelo que eu vi é sempre neutro ou positivo. O combate é a parte
mais elaborado do jogo. Você utilizará as cartas do seu baralho contra um
monstro ou outro jogador sendo que as cartas que você não utilizou na
movimentação serão a sua mão inicial. Na última etapa do turno você comprará 3
cartas do baralho e precisará pegar uma disponível na mesa. Algumas dessas demandarão
um pagamento que deve ser feito com o descarte de cartas, o que diminuirá as
suas possibilidades na próxima rodada.
Jogos temáticos não o meu estilo
favorito, mas costumo me divertir com eles, principalmente se for a primeira
partida. Com Witcher não foi diferente. Gosto do cenário e consegui emergir na
experiência. Não gostei de um dos efeitos de cidade que é uma aposta de poker
de dados. Trata-se apenas de jogar dados e a diferença entre vencer e perder é
bem grande. Entendo que jogos deste tipo tema na aleatoriedade um elemento
desejado, mas considero que aqui foi exagerado. Outro ponto negativo foi o fato
de que dos meus 4 pontos 2 vieram de ter alcançado o topo de atributos. Achei
isso um tanto anticlimático. Acredito que o foco deveria se dar nos combates.
De uma forma geral acredito que o jogo irá agradar. Tem um monte de miniatura
bonita e uma mecânica que entretêm.
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terça-feira, 6 de junho de 2023
Council of Shadows
O ano é O ano é 2.200. Estamos no comando de uma civilização intergalática que precisa se mostrar apta a entrar no Conselho das Sombras, que comanda todo o universo conhecido.
É um euro médio baseado na seleção de ações e na construção de motor. A seleção de ações me agradou bastante. No início da partida cada pessoa terá o mesmo baralho de ações simétrico, mas pode-se comprar novas cartas ao longo do jogo que são mais fortes que as originais. No início de cada turno deve-se simultaneamente colocar uma carta em cada um dos espaços de ação. Cada carta possui um efeito e um custo em demanda de energia, que pode inclusive ser negativo. Existe uma trilha de consumo de energia, que começa no 20. O marcador de cada jogador deve avançar nessa trilha na mesma quantidade que o total do consumo das suas energia das cartas. Isso é muito importante pois o objetivo do jogo é fazer com que o seu marcador de energia gerada alcance o marcador de energia 3 vezes. Isso cria uma dinâmica interessante. Você pode escolher cartas mais poderosas mas elas demandarão mais energia, o que torna o seu caminho mais longo. Depois que as ações forem feitas, elas devem ser deslocadas para o espaço à direita. A carta mais a direita volta para a mão. No turno seguinte você poderá colocar cartas no espaço à esquerda, que está vazio, e eventualmente sobre as outras duas cartas que permaneceram. Cartas cobertas não tem qualquer efeito e ficam presas até serem deslizadas para fora.
A assimetria é outro ponto que me agradou. Você começará com um poder assimétrico e ganhará outros nas duas primeiras vezes que alcançar a demanda de energia. A construção de motor poderia oferecer maior diversidade de opções.
Um dos pontos que eu não gostei foram as ações. Pareceram-me um tanto simplórias. Você basicamente ganha recursos ou ocupa locais no tabuleiro pessoal em um sistema de controle de área. No final do seu turno você poderá retirar cubos das galáxias, o que produzirá energia.
De uma forma geral, achei o jogo legal. Vale conhecer, mas nada imprescindível.
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Teremos no DOFF nova edição do Dino Escape, que incluirá uma promo e um bom desconto.
Venha conhecer no estande da TGM.
quarta-feira, 17 de maio de 2023
Terminus e a construção de rondel
Terminus (Earl
Aspiras e Thomas Volpe, 2023)
Fomos contratados para construir
linhas de metrô e desenvolver os centros comerciais. O tema é especialmente
caro para mim, pela minha formação em engenharia de transporte, mas acredito
que ele não é muito atrativo para a maioria. De qualquer forma, me parece que o
foco está na mecânica e não no tema.
É um euro médio pesado, baseado
na seleção de ações via rondel e na construção de rotas. A proposta é
aparentemente simples. São três eras, em cada uma delas os jogadores darão 3
voltas em um rondel com 6 casas. Cada casa possui 2 ou 3 ações possíveis,
algumas das ações podem ser acessadas por mais de uma casa. A maior parte das
ações consomem dinheiro ou recursos que são comprados com dinheiro. Assim, é
impossível fazer todas as ações, você terá que fazer um bom planejamento para ser
bem-sucedido. Para aumentar um pouco mais o peso, uma das ações possíveis é a
construção dos centros comerciais que disponibilizam mais uma alternativa de
ação forte em determinada casa do rondel. Desta forma, o jogo funciona como uma
espécie de construção de rondel.
Eu gostei bastante de Terminus.
Tem uma boa quantidade de se fazer pontos, a interação é na medida que eu gosto
e a aleatoriedade é baixa. A construção em rondel é o ponto forte, na minha
opinião. O ponto baixo é uma ação que permite que você compre umas cartas de
objetivo e fique com uma. Os objetivos são bem desinteressantes e podem ter ou
não sinergia com o seu jogo e a sua estratégia. Eu preferiria que essas cartas
não existissem. Terminus não é um jogo para todos, se você errar no
planejamento terá poucos resultados e a frustração poderá te pegar. Mas se você
gosta de peso, experimente!
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Começaram a sair as
artes de Pantanal. Curtiu? Entra na página e coloca “Quero”.
quinta-feira, 6 de abril de 2023
Terra Mystica Age of Innovation é melhor que o original?
Age of Innovation (Helge Ostertag, 2023)
Age of Innovation é o 3º jogo da “saga” Terra Mystica. Agora estamos em um cenário Steam Phunk. O tema continua não sendo o forte do jogo. É bem similar ao Terra Mystica original, diria que uns 80-85% do jogo original permanece. Há, contudo, duas grandes mudanças: facções modulares e as inovações.
Existem duas formas de se
construir as facções, mas nos dois casos você terá a combinação de três
elementos:
- O tabuleiro de cor que, além do
seu terreno “natal”, também trás uma pequena assimetria.
- A facção em si, que confere um
poder assimétrico considerável, além do avanço inicial em alguns cultos.
Existem 12 facções diferentes.
- O Stronghold (que agora se chama Palace) que lhe dará poderes e rendas quando for construído. Existem 17 tipos, alguns deles bem similares com efeitos já presentes no Terra Mystica original.
Temos assim 7 x 12 x 17 = 1.428
combinações possíveis. Claro que muitas delas bem similares e existem alguns
combos que devem se repetir, mas é evidente que temos muitas opções. Eu gostei
bastante desta forma de montar a facção. Tem que pensar na estratégia e é bem
divertido.
As inovações modificam alguns
elementos no jogo. Na preparação você misturará as 12 peças de Competência
(antigos favores no TM ou tecnologias no Gaia) e as colocará em um tabuleiro específico. Nele estão indicadas as
quantidades de avanço no “culto” (que agora se chama Disciplica) e a quantidade
de livros que você ganhará ao pegar cada Competência. Existem 4 tipos de livros,
cada um relacionado a um “culto”. Eles servem para fazer umas ações especiais e,
principalmente, para construir as Inovações. Existem 18 Inovações, a quantidade
que entra no jogo varia de acordo com o número de jogadores. Elas funcionam
como uma espécie de maravilha, só um jogador poderá tê-la. Existem muitos
efeitos variados que incluem renda, poderes, pontos imediatos, pontos no final
de rodada e construção de prédios. Elas podem ter um impacto bem grande na partida.
Eu gostei bastante das Inovações.
Existem outras mudanças que chamam menos a atenção: os favores (Competência) mudaram e a trilha de culto (Disciplina) mudou um pouco, podendo inclusive lhe dar alguma renda.
Eu gostei bastante de Age of
Innovation. Tive a oportunidade de participar dos testes, joguei muuuuitas partidas
no Board Game Arena e quero jogar mais. Acredito que quem goste da franquia irá
gostar deste, principalmente se estiver buscando um pouco mais de peso.
Contudo, confesso que fiquei um pouco decepcionado com o fato do jogo ficar demasiadamente
próximo de algo que já existe há 11 anos. Age of Innovation é muito mais
próximo do Terra Mystica do que o Gaia Project por exemplo. Isso me passou uma
sensação de oportunidade perdida, de falta de ousadia.
Com isso tudo, devo esquecer o Terra
Mystica original? Eu diria que não por alguns motivos: eu acho que TM original
possui facções com assimetrias muito drásticas que proporcionam formas
realmente novas de se jogar; soma-se ao fato que esse ano saem 20 raças novas,
totalizando um total de 40; sei que sou suspeito, mas não poderia deixar de
ressaltar a qualidade das expansões do TM original, elas aprofundam bastante o
jogo.
Age of Innovation já foi
anunciado pela Grok, virá com o nome Terra Mystica Era da Inovação. Prepara a
carteira. :o)
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Começaram a sair as
artes de Pantanal. Curtiu? Entra na página e coloca “Quero”.
































