quarta-feira, 6 de julho de 2022

Cyberpunk 2077 tem muito bug?

 


Cyberpunk 2077: Gangs of Night City

(Andrea Chiarvesio, Eric M. Lang, Alexio Schneeberger, Francesco Rugerfred Sedda,2023)

Em um futuro não muito distante, gangues lutam pelo controle de Night City. Você precisará lutar no mundo físico e virtual para conquistar a cidade.

O jogo fica no meio termo entre o temático e o estratégico, tal como outros jogos de Eric Lang. Suas principais mecânicas são seleção de ação e controle de área. No seu turno você fará até duas ações, utilizando uma das 6 peças de ação pessoais. Existem 5 ações básicas e uma coringa. Essas ações permitem que você ganhe novas peças, movas as suas peças, cumpra contratos públicos, construa esconderijos, melhore suas cartas de combate ou avance na trilha virtual. Alternativamente, você poderá não fazer ações para recuperar as peças de ação, ganhar renda de acordo com a sua presença ou dominância nos territórios e recrute peças onde houver esconderijo.


O ponto mais fraco na minha opinião é o combate. Cada jogador começa com as mesmas cartas de combate, mas elas podem ser substituídas por melhores. Quando um combate ocorre, cada jogador escolhe uma carta e quem tiver a maior leva (algumas facções têm poderes assimétricos que atuam no combate). As cartas também têm outros efeitos. Em tese, quão maior o valor da carta, pior o seu efeito assessório. Contudo, fiquei com a impressão de ter cartas bem melhores que outras.

O ponto que eu mais gostei foi a história. A que eu joguei possuía 3 arcos. No início do jogo o enredo é apresentado, bem como duas possibilidades de desfecho do 1º ato. Esses caminhos levam para situações distintas para o arco seguinte. No arco final os jogadores tinham construído uma certa assimetria pelo que ocorreu na história. Achei essa dinâmica bem interessante, abre a possibilidade para infinitas histórias oficiais ou feitas por fãs. Há a possibilidade de jogar sem história no jogo introdutório. Não recomendo que tentem desta forma.


No compito geral, creio que esse jogo não é para quem esteja à procura de grandes estratégias. Ele deve funcionar para quem goste de jogos temáticas, especialmente para quem tenha jogado o jogo eletrônico (o que não é o meu caso). Eu me diverti e fiquei com vontade de conhecer as outras histórias.

 

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Meu próximo jogo foi anunciado pela TGM, será o Ice Escape. Em breve mais informações.




sábado, 25 de junho de 2022

Corduta 27 AC e a minha implicância com o semicooperativo

 

Corduta 27 AC (Manuel Martinez Aranda, 2021)

Estamos no Império Romano, século I AC, logo após a guerra civil entre Cesar e Pompeu. Somos famílias influentes da Ibéria, fomos designados para reconstruir Córdoba. Precisaremos construir prédios, recrutar trabalhadores e manter o povo sob controle.

É um jogo médio pesado, cuja principal mecânica é a alocação de trabalhadores. Inicialmente há apenas ações para gerar recursos, mas nós construiremos prédios nos três bairros da cidade. Ao fazer isso você subirá na trilha do bairro que você construiu, o que gerará efeitos diversos. Esses prédios não têm dono, eles proporcionarão uma ação que pode ser ativada por trabalhadores. É um jogo com muitos poucos pontos. Há 5 objetivos que darão um ponto para quem o completar primeiro. No final de cada era há uma disputa por quem supre Roma com a demanda da vez, que dá um ponto, mais um para quem estiver na frente em cada uma das trilhas.


Até aqui eu achei esse um jogo muito bom, é um queima mufa interessante, mas ele tem algumas coisas que me incomodaram. O fato dele ter poucos pontos para o final faz com que seja relativamente previsível se um jogador disparar na metade do jogo. Acho que para resolver isso, foi colocado uma mecânica semicooperativa. Temos que manter nossa população feliz. Deixá-la infeliz é muito ruim para o jogador, mas se o descontentamento se espalhar há uma revolta e todos perdem. Assim, se você tiver muito atrás pode jogar para que não haja nenhum vencedor. Acredito que funciona para aquilo que se propõe. Isso ocorreu na partida que eu joguei e para mim foi bem anticlimático jogar pela derrocada geral.

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Meu próximo jogo foi anunciado pela @tgm_editora, será o Ice Escape. Em breve mais informações.



sexta-feira, 10 de junho de 2022

Space Station Phoenix e a destruição de motor

 


Space Station Phoenix (Gabriel J. Cohn, 2022)


Em um future distante a humanidade nos enviou com uma frota para o espaço profundo. Nossa missão é construir a melhor estação espacial, que servirá para receber humanos e alienígenas. O problema é a escassez de minérios. Precisaremos destruir as nossas naves para conseguir os metais que tanto necessitamos.


Em termos gerais é um euro médio. Contudo, a definição estratégica no início da partida pode ser um tanto pesada, principalmente nas primeiras partidas. Todos os jogadores começam com um núcleo de estação (que é um poder assimétrico), com as mesmas 5 naves básicas e mais 4 que serão escolhidas na preparação. Cada uma das naves proporciona uma ação diferente e possui um custo de ativação. Na sua fez você ativará uma nave ainda não ativada. Você poderá utilizar de outros jogadores, mas precisará pagar uma taxa para ele, além da ativação. Ao invés de acionar uma nave, você poderá “descansar”. Neste caso, você receberá a sua renda e suas naves voltarão a ficar disponíveis.

O principal objetivo do jogo é a construção das partes da estação. Existem 3 tipos de setor, você poderá construir um de cada. Cada nível tem 3 níveis. Para cada combinação de nível-tipo haverá um número determinado de peças assimétricas. Assim, na medida que você vai construindo e povoando a estação, você irá ganhar poderes únicos, construindo desta forma o seu motor. Por outro lado, você inevitavelmente terá que depenar as suas naves, o que diminui as suas possibilidades de ação, ou seja, você também destruirá o seu motor.


Eu gostei de Space Station Phoenix. Vejo que ele exige estratégia e tática, sem demandar muito tempo de jogo. A sorte tem algum peso, mas é limitado. Quando você utiliza a nave de exploração você rola uma certa quantidade de dados e escolhe alguns deles. A rejogabilidade é impressionante, o jogo possui 24 poderes assimétricos iniciais e não sei quantas peças possíveis de cada setor. Só joguei uma vez, mas acredito haver muitas estratégias válidas. Recomendo conhecerem.

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 O Romir fez um excelente vídeo sobre as regras do Dino Escape, dá uma olhada!  



quarta-feira, 1 de junho de 2022

Link - Arquitetura no Brasil (meu protótipo)

 


Link é um jogo leve de seleção de cartas e construção de tableau. Ele pode possuir qualquer tema, o protótipo inicial é sobre o patrimônio arquitetônico brasileiro. Cada carta corresponde a uma construção feita no Brasil. Ela terá 3 características: quando foi feita, onde foi feita e que tipo de construção ela é. Além disso, ela traz um critério de pontuação de final de jogo. Depois de 12 rodadas verifica-se a pontuação de cada carta e quem tiver mais pontos leva.

 


Componentes: 64 cartas

Jogadores: 2 a 4

Duração: 15 min

Idade: 10+

 

Vídeo


 

Regras

https://drive.google.com/file/d/11CHandVKClKbsgM50fF7B9JzI6s2EOCb/view?usp=sharing


Tabletop Simulator

https://steamcommunity.com/sharedfiles/filedetails/?id=2810807710


quarta-feira, 25 de maio de 2022

Anunnaki e o tempo para atingir o prazer

 

Anunnaki: Dawn of the Gods (Simone Luciani e Danilo Sabia, 2022)

Somos a grande divindade de um panteão (grego, nórdico, babilônio, egípcio ou asteca). Nosso planeta está ameaçado e por isso invadiremos Gaia o lar dos humanos, que habitam Atlantis. Bem louco, né?


É um eurão médio-pesado. Tenta simular um 4x, adaptando as mecânicas para os ditames dos jogos euro. Quase não tem exploração e a exterminação se resume a combates sem grandíssimos prejuízos. Ele tem uma excelente mecânica de seleção de ações. Cada jogador tem um tabuleiro pessoal onde estão distribuídas as ações. A distribuição muda a cada partida mas é a mesma para todos os jogadores. A selecionar a 1ª ação você colocará um marcador sobre essa ação. A partir daí você terá efeitos não apenas pela ação selecionada, mas também do caminho que você traçou (caso tenha ido para uma ação adjacente) e pelos polígonos fechados. O fechamento desses polígonos libera novas divindades do seu panteão que estarão presentes nos tabuleiros e ampliarão a assimetria, que já é presente no início da partida.

A pontuação também me chamou a atenção positivamente. Você tem critérios físicos de pontuação que são multiplicados por um outro critério definido no início da partida. Isso faz com não se tenha “projetos de máquinas de pontos” pré-estabelecidos. Caberá a você identificar os melhores caminhos para a sua situação específica.

Eu gostei de Anunnaki pelos motivos citados, mas fiquei com a impressão que o jogo terminou cedo demais. Pode ser que seja apenas a sensação equivocada de uma 1ª partida, mas foi consenso na mesa que gostaríamos de mais tempo para fazer a máquina rodar mais. Às vezes parece que há uma pressão mercadológica pelo tempo de jogo curto que nem sempre se adequa a jogos mais estratégicos. De qualquer forma, recomendo que conheçam.

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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Babylonia e o Knizia que eu gosto

 

Babylonia (Reiner Knizia, 2019)

Estamos na Babilônia do século VI AC. Somos líderes de clãs que disputam a hegemonia deste império em ascensão.

É um euro médio, que tem elementos do Samurai e Tigris & Euphrates (do mesmo autor). Todos os jogadores começam o jogo com um saco com as mesmas peças. Você terá a sua disposição 5 delas e no seu turno você colocará duas delas no tabuleiro. Existem algumas formas de pontuar o que proporciona diversas estratégias. O jogo começa simétrico, mas é possível conseguir alguns poderes que geram a assimetria.

Eu gostei de Babylonia. Eu joguei alguns jogos leves do Knizia recentemente e nenhum tinha me agradado. Fiquei feliz em encontrar algo que se enquadre no meu gosto. Se você gosta de Samurai e Tigris & Euphrates acredito que Babylonia também seja para você.

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quarta-feira, 4 de maio de 2022

Viajantes do Sul do Tigre e o Reino Ocidental

 


Viajantes do Sul do Tigre (Shem Phillips e S J Macdonald, 2022)

Estamos no Califado Abássida do século IX. Somos exploradores, partiremos de Bagdá para mapear regiões, levar caravanas e desenvolver a ciência.


Trata-se de um jogo médio. Os autores são os mesmos da trilogia do Reino Ocidental. Aliais, esse jogo irá iniciar uma nova trilogia da dupla. Viajantes do Sul do Tigre, apesar de bem original, pode ser considerado um herdeiro dos jogos do Reino Ocidental. Mais uma vez temos que coletar cartas de distintos baralhos para construir o nosso motor e coletar conjuntos. A seleção de ações corre por meio de uma combinação de construção de tabuleiro com alocação de dados. Há ainda uns trabalhadores que você comprará ao longo da partida. Tem também uma trilha que proporciona recompensas se você satisfizer algumas condições que lembra um pouco a do Arnak.

Eu gostei do Viajante do Sul do Tigre. Recomendação certa para quem gosta dos Reinos Ocidentais. Caso fique incomodado com algum aspecto desses jogos, como a aleatoriedade no aparecimento das cartas, talvez esse não seja um jogo para você. No Brasil ele já foi anunciado pela Mosaico.

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