segunda-feira, 29 de abril de 2024

Lançamento Tramas do Tempo



 Lançamento

Meu primeiro livro, Tramas do Tempo, vai sair! O lançamento será dia 23 de Maio, 5a, das 18h às 21h, na Editora Multifoco (Av. Mem de Sá, 126, Lapa). Teremos bar e restaurante para alegrar ainda mais a noite. 


Pré-Venda

A pré-venda já começou no site da editora. Comprar antes, mesmo que você for no lançamento, ajuda muito. 

https://www.editoramultifoco.com.br/shop/pre-venda-tramas-do-tempo-2868


Kindle

O livro também está disponível na plataforma kindle. 

https://a.co/d/eoiUAy4


Divulgação

Ajude na divulgação curtindo, comentando, marcando amigos e compartilhando essa mensagem.  


quinta-feira, 25 de abril de 2024

Gaia Project: The Lost Fleet, o que vem nessa expansão? (Além da expectativa)

 


Gaia Project: The Lost Fleet (Jens Drögemüller e Helge Ostertag, 2024)


Foi anunciada a primeira expansão de Gaia Project, que é o jogo favorito de muita gente que gosta de um eurão. As regras foram disponibilizadas, mas ver o que vem.


As mudanças começam na preparação. Agora temos algumas peças de mapa com apenas um hexágono e outras com três. Elas modificam a construção do tabuleiro de acordo com o número de jogadores. Essas peças trazem três novos elementos ao jogo: asteroides, protoplanetas e as naves perdidas. 



Os asteroides e protoplanetas são apenas dois novos tipos de planetas. Para colonizar os asteroides você precisará jogar fora um transformador gaia. No caso dos protoplanetas são necessários três passos de terratransformação. Colonizar protoplanetas dá 6 pontos de vitória. 


Mas, como o próprio nome sugere, as principais modificações estão nas quatro naves perdidas. Elas estão representadas no mapa em um dos espaços de um hexágono e possuem um tabuleiro próprio. Cada jogador iniciará o jogo com 3 naves exploradoras (2 com 2 jogadores), que poderão ser utilizadas para ter acesso às naves perdidas. Para fazer isso você precisará conseguir chegar na nave perdida a partir de uma das suas construções, tal como ocorre para construir uma nova mina. O custo normalmente é de 5 pontos de vitória, mas há algumas raças com alterações. Uma vez que a sua nave exploradora estiver na nave perdida, você terá algumas opções:



- Ações especiais: Cada nave possui 3 ações especiais, elas possuem diferentes custos e benefícios. Só podem ser usadas por quem tiver explorado e apenas uma vez por turno, tal como as ações especiais normais. As ações do básico que consumiam QICs (cubos verdes) foram colocadas nas naves perdidas, elas não podem ser livremente utilizadas como no jogo básico. As ações que já existiam que consumiam energia não foram alteradas. 


- Federação: Existem 8 novas peças de federação, elas são melhores que as já existentes. Cada nave perdida terá uma delas. Ao formar uma federação, você poderá pegar a peça de federação de uma nave perdida que você tenha explorado. 


- Tecnologia: Existem 3 tecnologias básicas novas. No início do jogo, você deve misturá-las com as do jogo básico e distribuir no tabuleiro de tecnologia normalmente. As que sobrarem devem ser colocadas nas 3 naves indicadas. Ao ganhar uma tecnologia você poderá escolher uma que esteja em uma nave que você explorou. Ao fazer isso você poderá subir em qualquer trilha tecnológica. 


- Artefato: Na preparação uma das naves receberá 4 peças de artefato entre 13 possíveis. Os jogadores que tiverem explorado essa nave poderão fazer a ação de investigar um artefato. Pague 6 pastilhas de poder e pegue um dos disponíveis. Esse gerará recursos e pontos de vitória. 


A expansão ainda conta com 4 raças novas, duas de cada tipo de planeta novo, com mecânicas bem diferentes. Também vem com mais bônus de rodada, pontuação de rodada, pontuação de final de jogo e tecnologias avançadas que proporcionarão novas sinergias, principalmente envolvendo os novos elementos. 



Por fim não poderia deixar de ressaltar que Lantids, Gleens e Xenos receberam mudanças para ficar mais fortes. 


Eu fiquei com a impressão que essa expansão vai agradar quem já jogou bastante o jogo base. Não tem nada de muito disruptivo, nem nada absurdamente fantástico, mas acredito que todas as novidades serão vistas como positivas. Para jogadores iniciantes a expansão não me parece adequada. O jogo base já tem muito com o que pensar. Você acha que essa expansão é para você? 



_______________________





Vou lançar o meu primeiro livro, Tramas do Tempo. O lançamento será dia 23 de Maio, 5a, das 18h às 21h, na Editora Multifoco (Av. Mem de Sá, 126, Lapa),  mas a pré-venda já começou



Também está disponível no Kindle.

terça-feira, 16 de abril de 2024

Galactic Cruise, um eurão espacial

 


Galactic Cruise (T.K. King, Dennis Northcott e Koltin Thompson, 2025)


Estamos em um futuro não muito distante. Controlamos companhias que fazem viagens turísticas em foguetes espaciais. Tenho alguma implicância com esse tema pelo ranço gerado pelos bilionários que já estão fazendo esse tipo de passeio e deixando uma pegada de carbono para a humanidade pagar. Mas, esquecendo essa minha repulsa, acho que o tema foi bem implementado. 



Trata-se de um euro médio-pesado baseado na alocação de trabalhadores. No seu turno você terá três opções: ativar um trabalhador para fazer ações, enviar um foguete ou recolher os trabalhadores. 

Existem 6 locais de alocação de trabalhadores, cada um deles está associado a duas ações. A princípio você poderá fazer as duas ações uma vez ou uma delas duas vezes. Se houver uma engrenagem ligando o local alocado com um dos adjacentes, você poderá escolher gastar uma ou duas das ações que tem direito neste local. As ações servem basicamente para você preparar o seu foguete. Isso inclui conseguir recursos e dinheiro, comprar e montar plantas, adquirir rotas e passageiros. Há algumas ações que vão melhorar o seu motor, o que inclui conseguir tecnologias, cartas com ações melhoradas, novos trabalhadores e engrenagens que ligam locais de ação. Você pode alocar o seu trabalhador em um local ocupado por outro jogador. Neste caso, o trabalhador dele proporcionará uma renda para o seu adversário e ficará disponível para uso. 

Para enviar o foguete ele precisa estar todo preparado. Você alocará um trabalhador nele, que ficará indisponível até a nave voltar. Nos próximos turnos, haverá uma etapa de navegação do foguete que lhe dará recursos e oportunidade de acordo com a rota e os passageiros transportados. Lançar foguete também dá um bônus de lançamento (que é basicamente um poder) e uma pontuação de final de era. 

Ao recolher os trabalhadores você trará para o seu tabuleiro pessoal aqueles que estão nos prédios de ação. Cada um que retornar lhe dará uma renda. Trabalhadores em foguetes não retornam neste processo. 


O jogo tem 3 eras. Elas avançam à medida que foguetes são lançados e objetivos são cumpridos. 



Eu gostei de Galactic Cruise. Jogo bem honesto com boas decisões a serem feitas. Possui alguma aleatoriedade na disponibilidade de alguns elementos, mas nada que atrapalhe muito. Acredito que o povo dos euros vai gostar. Ele está em kickstarter gringo e sem previsão para o Brasil até o momento. 



_______________________



Vou lançar o meu primeiro livro, Tramas do Tempo. O lançamento será dia 23 de Maio, mas a pré-venda já começou. 

https://www.editoramultifoco.com.br/shop/pre-venda-tramas-do-tempo-2868?fbclid=IwAR3UhSPdM-3BQuCCzrYg9ihVYy1l35SPijUqdWYEmXkV1_F-T64f3DLEhQ4



domingo, 10 de março de 2024

GWT Nova Zelândia e o canibalismo




Estamos com o 3o jogo da série GWT. Agora estamos criando ovelhas na Nova Zelândia. Diria que 80-85% do jogo permanece o mesmo. A mecânica principal continua sendo a seleção de ações no rondel interativo. As dinâmicas de compra e entrega de gado/ovelha permanecem quase inalteradas, assim como a construção de prédios que proporcionam melhores ações para você. Há, contudo, algumas novidades:





- Agora podemos tosquiar as ovelhas. É uma ação disponível em um dos prédios iniciais que é relacionada ao novo tipo de trabalhador. Para cada tosquiador que você tiver, você poderá descer uma ovelha diferente (ou comprar e descartar uma carta). Funciona como uma entrega de final de trilha, mas tem destinos próprios. É interessante que há ovelhas melhores para o abate e outras para a retirada de lã; 


- A dinâmica do maquinista foi substituída pelo navegador. O caminho agora não é linear e, além de proporcionar a ocupação de estações tal como ocorria no jogo original, agora ele também também pode disponibilizar novos locais de entrega de abate ou lã. Além disso, quando você para nos portos você deixa um armazém para marcar a sua chegada. A retirada de armazéns no seu tabuleiro pessoal gera bônus distintos. 


- Agora temos cartas de construção de baralho. Elas lhe dão um pequeno bônus, mas fazem com que você compre uma carta. Assim, elas nunca te atrapalham e dinamizam o seu jogo. Você pode conseguí-las de diversas formas como navegando ou retirando obstáculos. 





- Tem uma interessante trilha do desbravador. Você pode avançar nela por efeito de algumas ações ou com uma carta de construção de baralho específica. Ela lhe dará recursos, facilidades para o deslocamento e libera locais interessantes para a construção de prédios. 


Eu gostei bastante de GWT Nova Zelândia. Eu já tinha gostado do Argentina mais do que o original sem a expansão, mas o Nova Zelândia me agradou mais que todos os outros. Todas as mudanças melhoraram o jogo. Considero que ele ficou com mais possibilidades estratégicas. O entrelaçamento entre os efeitos que cada profissão dão uma complexidade na medida certa. Super recomendo que conheçam. 


O ponto que não me agradou foi a proximidade de três GWTs. Não vejo sentido em ter mais do que um, para além do colecionismo. Eu acharia mais interessante se esses jogos fossem mais distintos, com ainda mais inovações. 


_______________________





Link - Arquitetura no Brasil está com versão para imprimir e jogar disponível na Ludopédia. 


https://ludopedia.com.br/jogo/link-arquitetura-no-brasil


Considere apoiar esse projeto votando nele no Prêmio Ludopédia, categorias Jogo Família Global e Jogo Família.



terça-feira, 21 de novembro de 2023

Evacuation, do Suchý, e os malditos contratos

 

Evacuation (Vladimír Suchý, 2023)


A incidência solar está aumentando no nosso planeta. Em pouco tempo será impossível viver nele, precisaremos remover nossa população e fábricas para um novo. Eu gostei do tema e achei que ele foi bem implementado. 


É um euro médio-pesado, baseado na seleção de ações. O jogo possui 4 rodadas. Em cada uma delas os jogadores farão as suas ações. As primeiras ações da rodada são de graça, mas o custo (em energia) vai subindo à medida que mais ações são feitas. 


O jogo proporciona duas formas de seleção de ação. Na mais simples existem 4 espaços com 2 ou 3 ações cada. Os espaços estão associados a uma quantidade de pontos de evolução (não sei se é esse o nome) que terão efeito no final do turno. Existem ações que se repetem em espaços diferentes. Os efeitos delas podem ser: 


  • Evoluir tecnologia: que lhe dará poderes assimétricos ou efeitos imediatos únicos.
  • Construir fábrica e população no planeta novo: que permitirá colonizá-lo.
  • Colonização: utiliza população e fábricas para aumentar a sua renda de recursos no planeta novo. 
  • Construir naves: para levar a população, a fábricas e recursos do planeta velho para o novo. 
  • Construir estádios: no final da rodada 2/3/4 você tem que ter construído 1/2/3 estádios, caso contrário perderá pontos de vitória. 
  • Infraestrutura: pega uma das 3 cartas de infraestrutura abertas. Elas são uma espécie de contrato. Se você conseguir formar um padrão de colonização exposto na carta, você poderá usar uma ação de infraestrutura para baixar a carta e ganhar a renda de recursos indicada no planeta novo. 


No final do turno, quando todo mundo não puder ou quiser mais ações, os pontos de evolução de todas as suas ações serão somados. Se o resultado for exatamente um dos dois valores expostos em uma carta que foi sorteada no início da rodada, você ganhará a recompensa indicada. Além disso, você precisará avançar os seus pontos de evolução em uma trilha. Você terá dois marcadores nesta trilha e poderá dividir os pontos entre eles. Essa trilha abre mais opções de colonização no planeta novo e também possui alguns efeitos imediatos.



No final do jogo os pontos de vitória são contados tendo como base a sua renda de produtos mais baixa no planeta novo (são 3 tipos de recurso). Você perderá pontos se não tiver alimentado a população em alguma rodada, se não tiver construído os estádios exigidos ou se tiver deixado alguma coisa no planeta antigo. Há um bônus para quem construiu os melhores estádios. 


O que eu mais gostei no jogo foi o fato de termos dois “depósitos de recursos”, um em cada planeta. As ações com efeito em determinado planeta precisarão ter os insumos lá. Isso trás uma camada extra de planejamento. 


O ponto baixo na minha opinião são as cartas de infraestrutura. Você não sabe o que vem no baralho. É possível que apareça algo que você já possa construir sem ter se preparado para isso. Aliás, essa é uma característica muito comum em jogos tipicamente italianos que me desagrada bastante. 


No cômputo geral achei um jogo legal, mas nada de outro mundo. Vale conhecer, mas sem gerar expectativas. Shipyard, Praga, Messina e Woodcraft me agradaram mais. Qual o seu Suchý favorito?

_______________________





Link - Arquitetura no Brasil está com versão para imprimir e jogar disponível na Ludopédia. 


https://ludopedia.com.br/jogo/link-arquitetura-no-brasil


segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Link - Arquitetura no Brasil para imprimir e jogar

 


Link - Arquitetura no Brasil está com versão para imprimir e jogar disponível na Ludopédia. 

https://ludopedia.com.br/jogo/link-arquitetura-no-brasil


Link é um jogo leve de seleção de cartas e construção de tableau. Ele pode possuir qualquer tema, o protótipo inicial é sobre o patrimônio arquitetônico brasileiro. Cada carta corresponde a uma construção feita no Brasil. Ela terá 3 características: quando foi feita, onde foi feita e que tipo de construção ela é. Além disso, ela traz um critério de pontuação de final de jogo.

domingo, 10 de setembro de 2023

Nucleum, o Barrage radioativo

 

Nucleum (Simone Luciani, Dávid Turczi, 2023)


Estamos na Saxônia no fim do século XIX. Estamos desenvolvendo as primeiras usinas termonucleares. Precisaremos minerar urânio, construir usinas e criar redes de distribuição para eletrificar prédios civis. O tema não me atraiu, mas achei que ele foi bem implementado. 


Trata-se de um euro médio-pesado baseado na seleção de ações. No seu turno você terá 3 opções:

- Usar uma peça de ação no seu tabuleiro pessoal. Neste caso você fará as duas ações da peça. 

- Usar uma peça de ação e um meeple como uma conexão no tabuleiro principal. Cada uma das ações está marcada com uma cor. Caso você consiga associar a ação a outra com a mesma cor, as duas são acionadas. Rotas completadas geram benefícios para quem participou dela. 

- Ganhar a renda e recuperar as peças que você enviou para o tabuleiro pessoal. 


As ações envolvem gerar recursos, construir elementos (tanto para geração e transmissão de energia quanto prédios civis), gerar a energia para os seus prédios e desenvolver tecnologias. Cada um terá o seu conjunto assimétrico de tecnologias a serem desenvolvidas. Gerar energia também habilita um interessante sistema de pontuação de fim de jogo.


Eu gostei bastante de Nucleum. Tem um clima parecido com o Barrage (mesmos autores) mas é menos punitivo o que me agrada. A construção de rotas e transporte de recursos e transmissão de energia lembra um pouco Brass. Super recomendo que conheçam. Certamente estará na minha lista de melhores do ano. 


Eu gostei mais de Nucleum do que Barrage, e você?  

_______________________


O Dino Escape está com nova edição e o preço abaixou.

Dê uma olhada em:

https://tgmeditora.com.br/produto/dino-escape/