O canal Um Nerd Raiz fez um vídeo de unbox do Dino Escape. Dá uma olhada.
Vinhos (Vital Lacerda, 2010)
Estamos em Portugal e somos fabricantes de vinhos.
Precisaremos ao longo de 6 anos comprar vinícolas, armazenar vinhos, gerenciar os
nossos recursos financeiros, contratar enólogos e participar de feiras.
O Vital é um dos meus autores favoritos e Vinhos está entre
os que eu mais gosto. Seguem alguns pontos que me agradam bastante:
- Seleção de ação: O jogo possui 12 rodadas. Em cada uma
delas, os jogadores farão uma ação. As 9 ações estão dispostas em uma grade
3x3. Você iniciará com um peão na casa central. No seu turno você precisará movê-lo.
O 1º movimento ortogonal é gratuito, mas você poderá pagar para andar mais um
espaço. Ao terminar o movimento em uma casa que tenha o peão de outro jogador,
você precisará lhe pagar. O marcador de rodadas também está contido na grade de
ações. Terminar a movimentação na casa que o marcador de rodada está fará com
que você pague ao banco. É um sistema bem simples, mas que permite decisões e
estratégia muito interessantes, além de possibilidade uma interação moderada
entre jogadores.
- Banco: é opcional utilizá-lo, mas eu super recomendo jogar
com ele. Vinhos possui um dinâmica interessante que diferencia o dinheiro no
banco e na mão. Quando está no banco ele poderá inclusive ser investido. Para a
maioria de custos, como comprar imóveis, é necessário ter dinheiro vivo (te
lembrou alguma família?).
- Pontuação: existem algumas formas de se ganhar bastante
pontos: 3 feiras que ocorrem ao longo do jogo; exportando vinhos; acumulando
dinheiro no banco; e realizando objetivos específicos que você poderá “comprar”
durante e partida. Todos esses caminhos são interessantes e estão interligados
com outras dinâmicas.
A única coisa que me incomoda é um sorteio que ocorre no
início de cada ano (2 rodadas) definindo o clima (que influência na qualidade
dos vinhos) e na demanda dos especialistas. Mas considerando tudo, super indico
esse jogo para aqueles que gostam de queimar a mufa.
Ele veio para o Brasil pela Mosaico, mas infelizmente já
está esgotado.
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O Canal Jogando
Juntos fez um vídeo superlegal sobre Dino Escape. Dá uma olhada.
Castell (Aaron Vanderbeek, 2018)
Estamos na Catalunha, somos organizadores de um grupo de “castell”,
ou seja, de pirâmides humanas. Precisaremos recrutar integrantes, treinar e nos
apresentar nos festivais para sermos reconhecidos como os melhores. Eu gostei muito
deste tema, achei original e cativante.
Trata-se de um euro médio. A partida possui 10 turnos. Na
sua vez você poderá fazer até 4 ações em qualquer ordem, mas sem repetir
nenhuma. São elas:
- Mover: o mapa possui 7 regiões e o seu grupo vai começar
em uma delas. Com essa ação você poderá se mover para uma região adjacente.
- Recrutar: Cada região possui um determinado número de integrantes.
Você poderá recrutar quaisquer dois deles.
- Treinar: Cada região possui uma das quatro técnicas que o
seu grupo poderá avançar. Cada técnica permite que você construa a sua pirâmide
de forma diferente. Assim, se promove uma assimetria construída ao longo do
jogo.
- Ação especial: essa é uma ação flexível que possui três efeitos
possíveis: mover novamente; recrutar mais um integrante; ao fazer uma
apresentação, o que significa completar um dos dois objetivos relacionados a
cada região.
No final de cada rodada, a partir da 3ª, haverá um festival
em uma ou duas regiões. Só vai competir quem estiver lá. Para performar bem no
festival, você terá que fazer uma pirâmide alta e com integrantes de
determinado tipo.
Castell me agradou bastante. Muitas formas interessantes de
se fazer pontos, assimetria construída, interação entre jogadores na medida e
pouca aleatoriedade fizeram com que eu queira jogá-lo mais vezes. Recomendo
para quem curte um euro médio.
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O Romir fez um excelente vídeo sobre as regras do Dino Escape, dá uma olhada!
Virtù (Pascal Ribrault, 2022)
Estamos no Renascimento, na Itália. Controlamos uma das poderosas famílias. Precisaremos utilizar nossas forças militares, investir em artes, tramar intrigas entre outros feitos. Achei o tema muito bem implementado.
Trata-se de um euro médio-pesado, com grande interação
direta. No seu turno você escolherá uma ação por meio de um rondel pessoal, no
qual você alocará cartas com as quais você começa ou compra durante a partida.
Essas ações permitem que você: ganhe influência sobre cidades neutras; mova
suas tropas no tabuleiro principal; avance em uma trilha de patrono da arte,
pagando o que está sendo pedido; colocar uma peça de intriga, que tem múltiplos
usos; e “desvirar” cartas utilizadas. No final de cada rodada você poderá
comprar cartas e tropas, além de rearrumar as suas cartas no rondel. O jogo
possui alguns gatilhos de final de jogo, quem tiver mais pontos de vitória
vence. Eles vêm da trilha de arte, das cidades controladas e de algumas cartas
compradas. O combate não possui nenhum elemento aleatório, quem tiver mais
tropas e bônus vence.
Eu achei Virtù ok. O ponto forte foi o fato de termos formas
distintas de pontuar o que abre espaço para diversas estratégias. O ponto fraco,
na minha experiência, foi que eu não achei esses caminhos muito interessantes. Na
trilha de patrono você precisa entregar dinheiro e alguns símbolos de governo
ou igreja. A conquista de cidades também não é nada demais. A compra das cartas
foi o que mais me agradou. Também não gostei da rearrumação das cartas no
rondel todo turno. Ela consome muito tempo e tem um impacto de curto prazo, já que
poderá ser refeita no turno seguinte. No final, não achei um jogo ruim, mas
faltou algum refinamento para ficar ansioso para jogar novamente. Talvez a expectativa
gerada por resenhas bem positivas pode ter me atrapalhado.
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O Canal Jogando
Juntos fez um vídeo superlegal sobre Dino Escape. Dá uma olhada.
Ahoy (Greg
Loring-Albright, 2022)
Uma esquadra controlada tubarões está disputando o controle
dos mares com a União dos Moluscos, uma aliança de seres subaquáticos que quer
retornar ao seu período de glória. Enquanto isso, contrabandistas com seus
muitos tentáculos estão procurando as melhores oportunidades de negócios entre
as linhas.
É um jogo de leve-médio cuja principal característica e a
considerável assimetria. Ele mistura o conflito direto típico dos temáticos com
uma mecânica um pouco mais sofisticada comum nos euros. Lembra um tanto o Root,
que é da mesma editora, mas bem mais leve. No início de cada rodada os
jogadores rolarão os seus dados pessoais (4 ou 5, dependendo da facção). Na sua
fez, você deverá alocar dois desses dados no seu tabuleiro pessoal, o que ativará
ações. As possibilidades de ação também variam de acordo com a facção. Todos
podem se mover, o que pode ampliar o mapa via exploração ou gerar combates com
outros jogadores (por meio de rolamento de dados e alguma preparação). Os
tubarões e os moluscos disputam o controle de cada peça no mapa, o que lhe dá
pontos no final de cada rodada. Os contrabandistas (que só entram nas partidas
de 3 ou 4 jogadores), vão atrás de pontos via pegar e entregar mercadorias.
Todos podem recrutar tripulantes, que são cartas que constroem o seu motor. O
jogo termina no turno no qual alguém atingiu os 30 pontos de vitória.
Eu acho que Ahoy entrega aquilo que se propõe. Se você quiser algo parecido com a complexidade de Root, acredito que você se decepcionará. Mas esse jogo pode agradar mesas que demandem menos peso e que gostem que jogos temáticos.
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Vendel to
Viking (Jon Manker, 2022)
E cá estamos mais uma vez
na temática viking. Agora liderarmos os povos nórdicos que deram origens aos
vikings entre os anos 550 e 800. É um jogo independente, mas se propõe a ser
uma “prequência” do Pax Vikings, da mesma editora. Pode-se inclusive utilizar o
final da partida de Vendel to Viking na preparação do Pax Vikings.
Trata-se de um jogo médio para
pesado. Eu diria que é um euro, mas com uma grande interação entre jogadores. A
partida tem até 12 rodadas. Em cada uma delas os jogadores farão 4 ações que
podem ter os seguintes efeitos: enviar um membro da família para o tabuleiro, o
que pode abrir mais um local; ativar um membro da família no tabuleiro, cujos
efeitos fariam de acordo com o tipo (guerreiro, construtor de navio, construtor
de alojamento, comerciante, líder e vidente); investir em um membro. Neste
último caso, você poderá comprar uma carta cuja localidade você esteja
controlando e que haja um membro da família do mesmo tipo no local. A carta vem
para o seu tabuleiro pessoal onde você ganhará um efeito imediato. O membro
familiar vai para um tabuleiro de feitos que funciona mais ou menos como uma
árvore de tecnologia. Nele você ganhará troféus se for o primeiro a chegar em
certos locais. Esses troféus são uma boa fonte de pontos. Cumprir missões (você
começa o jogo com 4) e controla territórios no final da partida também pontuam.
Eu achei Vendel to Viking um jogo
interessante. A alta interação, que normalmente me incomoda, não foi um
problema na minha única partida. O ponto baixo para mim é a forma que as cartas
entram no jogo. Quando uma das cartas abertas é compara outra vem de um baralho
com mais de 100 cartas. Ocorre que para subir bem no tabuleiro de feitos, você
precisará investir em certos membros específicos. Pode acontecer desse tipo
demorar muito para aparecer, o que é bem frustrante. O ponto que eu mais gostei
foi o tabuleiro de recompensas. Planejar por onde subir gera umas decisões
interessantes, pena que isso fique prejudicado pela caça às cartas. A árvore
familiar no tabuleiro pessoal me chamou a atenção tematicamente, mas achei
subaproveitado na mecânica.
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O Canal Jogando
Juntos fez um vídeo superlegal sobre Dino Escape. Dá uma olhada.
O canal Jogando Juntos fez um resumão das regras do Dino Escape. Dá uma olhada!