Jogos que mais gostei de ter conhecido em 2021 (não necessariamente lançados nesse ano).
Até o dia 12/12/21 o Dino Escape e os demais jogos de TGM estarão com frete grátis para todo o país. Aproveite!
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Cryo
(Tom Jolly, Luke
Laurie, 2021)
[a pandemia não
acabou, se cuida]
A nossa nave colonial foi sabotada e caímos em um planeta
congelado. Lideraremos uma das facções que se formaram depois da queda. Precisaremos
ser rápidos para ocupar as cavernas subterrâneas pois quem estiver na superfície
quando a noite chegar irá congelar. Gostei do tema.
Trata-se de um euro leve-médio baseado na alocação de
trabalhadores e construção de motor. No seu turno você poderá fazer uma entre
duas opções: enviar um dos seus 3 drones-trabalhadores; ou retornar com todos
os drones e acionar a sua plataforma. Ao acionar os drones você poderá: recolher
recursos; melhorar a sua plataforma; recolher cilindros criogênicos da sua facção;
ou guiar um dos seus veículos para levar cilindros recolhidos para as cavernas.
Acionar a plataforma permitirá que você ganhe ou transforme recursos. O jogo
termina depois de um determinado acionamento de plataformas. Os jogadores
pontuaram principalmente pelos cilindros salvos e por um sistema de controle de
área nas cavernas.
O jogo possui mais um elemento bem interessante. Por meio de
ações você ganho a direito de comprar e baixar cartas. Elas têm múltiplos usos,
podem ser usadas como veículo, melhoria, virar uma missão secreta para o final do
jogo ou ainda ser jogada fora com uma ação livre para gerar determinado recurso.
Gostei de Cryo, a construção de motor realmente me cativou. Recomendo
para quem procura um euro de entrada. O ponto baixo para mim é a vantagem que o
1º jogador. Não sei se faltou malandragem, mas na minha partida todos usavam
todos os trabalhadores e depois retornavam com eles. Isso fez com que o 1º
jogador sempre tivesse mais opções de ação que os demais. Esse equilíbrio fino
entre as posições dos jogadores é algo que sempre chama a minha atenção. Você
conhece algum jogo onde isso é muito mal feito?
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E compre Dino Escape!
Zapotec
(Fabio Lopiano, 2022)
[a pandemia não
acabou, se cuida]
Somos líderes zapotecas, uma civilização milenar nativa da
América Central. Precisaremos erguer prédios, manejar recursos, construir
pirâmides e louvar os deuses.
Trata-se de um euro de entrada. No início do seu turno você
escolherá uma carta da sua mão, de seis possíveis. Essa carta tem 3 informações:
um recurso; um símbolo; e um número. O número determinará a sua ordem no turno.
O recurso aciona a sua renda. Você tem uma grade 3x3. Você acionará todos os
prédios da linha ou da coluna associados ao recurso da carta, além de ganhar o
recurso em si. Com esses recursos você poderá construir prédios, mas estará
restrito a região ou tipo do símbolo da carta. Além disso, você tem algumas
ações livres: comprar umas tecnologias que lhe darão recursos ou uma construção
de motor bem leve; construir pirâmides e louvar deuses que lhe darão pontos no
final da partida; e avançar em uma trilha que dá efeitos variados como
recursos, desconto na compra de tecnologia e pontos no final da partida.
Eu achei um jogo honesto. Não é para mim, mas deve funcionar
como jogo de entrada. A falta de elementos novos me incomodou bastante, nada me
chamou a atenção positivamente com a exceção dos componentes das pirâmides, que
de fato são muito legais. Do Lopiano meu favorito contina sendo o Merv, e o
seu?
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[a pandemia não
acabou, se cuida]
Estamos
em Edo, atual Tóquio, no período medieval. Somos comerciantes, contrataremos
artesões e os colocaremos nas nossas lojas para ganhar prestígio nas quadras
comerciais.
É um
euro médio baseado em seleção de ações. O jogo tem 13 rodadas, no início de
cada uma delas (o último turno é diferente) você colocará o seu Ikizama em uma
das áreas vagas. Essas áreas são numeradas de 1 a 4 e tem uma “1-4”, que é mais
flexível, mas dará menos dinheiro na próxima etapa. Em seguida você poderá
contratar um dos artesões disponíveis e colocá-lo em uma das barracas vazias.
Existem 16 espaços divididos em 4 quadras. Em seguido o seu Oykata andará por
uma roda de 8 ações a quantidade de espaços igual a casa que o Ikizama foi
colocado no início do turno. Cada ação está associada a duas barracas, se
houver trabalhadores lá você poderá acionar um deles. Acionar o trabalhador de
outra pessoa provoca um efeito positivo para ela.
O
jogo apresenta muitos caminhos para fazer pontos, como variedade de
trabalhadores, construções de prédios, compra de peixes entre outros.
O ponto baixo para mim foi o incêndio. Em três turnos específicos acontecerá um incêndio que se iniciará na extremidade de uma das quadras. Há uma trilha de combate à incêndios que os jogadores podem avançar ao longo do jogo. Caso você tenha um trabalhador neste local, deve-se comparar a força do incêndio com o seu avanço nessa trilha. Se a força do incêndio for maior que a da trilha, você perde o trabalhador e verifica-se de a barraca ao lado consegue combater o fogo, só que agora um pouco mais fraco. Isso se repete até ter uma barraca que consiga combater o incêndio acabe com ele ou todas as barracas da quadra queimem. Isso gera várias dinâmicas interessantes. Você pode se garantir e avançar na trilha; ou ficar se “escondendo” atrás de pessoas com a capacidade; ou ainda fazer com que seus trabalhadores se aposentem antes do fogaréu. Até aí tudo ótimo. O que eu não gostei foi o fato de que a determinação de em qual quadra ocorrerá o acidente é feito por um sorteio na hora. Achei que essa aleatoriedade não combinou com a perspectiva estratégica do restante do jogo. Isso não acabou com a minha experiência, mas prejudicou um tanto. Não o suficiente para eu não recomendar, acho que ainda vale conhecer IKI.
Depois
da partida ficamos conversando sobre possíveis regras da casa para adaptar o
jogo aos desejos da nossa mesa. Eu gostaria que no início do jogo duas quadras
fossem sorteadas para o 1º incêndio. Depois que ele ocorresse, se sortearia as
duas para o próximo. Isso manteria o incêndio, que dá uma dinâmica importante
para a partida, mas daria tempo para podermos nos preparar. Você acha válido
ter regras da casa na sua mesa? Costuma fazer isso?
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Weather Machine
(Vital Lacerda, 2022)
[a pandemia não
acabou, se cuida]
O Professor Sêni Lativ desenvolveu uma máquina para controla
o clima em todo mundo, evitando assim desastres naturais como furacões,
enchentes e secas. Para surpresa de ninguém, o projeto é um fracasso. Sempre que
usada a máquina provoca problemas em outros locais. Somos cientistas, fomos
contratados pelo governo para concertar esse mecanismo.
O tema atraiu a minha intenção, mas não achei que ele foi
bem explorado. Pareceu-me um jogo bem abstrato no qual manipulamos peças de
cores distintas para montar combos.
Mecanicamente é um euro pesado, bem fiel ao estilo do autor,
baseado na seleção de ações. Você possui apenas um trabalhador que deverá ser
colocado em cada turno em uma das quatro localizações. Uma delas é para a
compra de recursos e aumento de estoque. As demais têm duas ações associadas a
elas. Temos assim 6 ações possíveis (além da compra de recursos) sendo que 2
delas não estão disponíveis até o meio do jogo. Tematicamente os locais representam
a ajuda dos governos, a máquina do Lativ e a nossa máquina. Cada local possui
uma dinâmica própria de gastos e ganhos. A presença dos outros trabalhadores
também tem um pequeno efeito, bem como o Meeple do cientista (que lembra um
pouco a Sandra do Kanbam). Sua tarefa será é maximizar essas interações.
Um ponto que eu gostei bastante foi os objetivos pessoais.
Você inicia com 9 possíveis objetivos aleatórios, cada 3 são relacionados a uma
das localidades. Ao longo do jogo você poderá receber um recurso que te permite
ativar um objetivo que lhe dará pontos no final de jogo (e um pequeno ganho
imediato em recursos). Esses objetivos fazem com que você tenha que ter uma estratégia
de longo prazo que mudará a cada partida.
O jogo pode ser punitivo se você errar nos cálculos. Caso
você fique sem recursos (incluindo aí o recurso que você precisa para comprar
coisas), você provavelmente ficará alguns turnos se recuperando o que provavelmente
lhe tirará da disputa pela vitória.
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Circadians: Chaos Order
(S J Macdonald, Zach Smith, 2022)
[a pandemia não
acabou, se cuida]
Estamos
em um cenário de ficção científica no qual facções lutam pelo poder planetário.
É tiro, porrada e bomba para tudo que é lado.
Trata-se
de jogo temático e pesado de combate e controle do território. Destaca-se pela
assimetria das facções, que tem não apenas prédios e poderes distintos, mas
também formas diferentes de se vencer. Essa assimetria foi o ponto que eu mais
gostei, mas fiquei na dúvida se fato está balanceada. Precisaria de mais jogos
para ter certeza.
A
seleção de ações também é interessante. Cada facção colocará um marcador de
preço sobre uma das 5 ações possíveis. Depois disso, cada pessoa decidirá se
fará ou não cada uma delas. Quem colocou o marcador faz de graça, os demais têm
que pagar para o dono do marcador.
O
ponto baixo para mim foi o combate envolvendo mais de 2 fações do mesmo território.
Um dos jogadores decidirá com qual dos outros dois ele enfrentará primeiro. O
vencedor desse conflito luta com o que sobrou. O problema é que os conflitos,
de uma forma geral, demandam baixas para serem vencido. Assim, quem ficou de
fora leva uma vantagem grande. Em alguns momentos fica uma sensação de amarga
de “king-maker”. Creio que de todos os elementos presentes nos jogos nenhum é
tão unanimemente deplorado quanto “king-maker”, principalmente em jogos sérios.
O “king-making”
é baixo em Circadians, o jogo nem de longe se resume a isso. Contudo,
independente disso esse não é um jogo para mim. Mas acredito que irá agradar
quem procura jogos centrados no conflito direto.
Para
você quão ruim é a sensação de “king-maker”?
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